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    #35 - AUTONOMOUS VEHICLES

    EM DEBATE. Chegada dos primeiros veículos autónomos para 2021?

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    A tecnologia por trás da condução autónoma está a evoluir, mas subsistem alguns desafios. Há que aperfeiçoar os sensores e baixar o preço. Felizmente, há centenas de start-ups em busca de soluções.

     

    Alguns anos após a Google ter entrado nesta corrida, Sergey Brin, seu cofundador, declarou em alto e bom som que os veículos autónomos estavam aí a chegar. “Podemos contar pelos dedos de uma mão o número de anos que faltam até as pessoas comuns terem acesso a esta tecnologia“, disse numa conferência de imprensa. Isto foi em 2012. Desde então, quase todos os fabricantes de automóveis se lançaram no desafio da condução autónoma, bem como a Waymo (spin-off da Google), as empresas de partilha de viagens Uber e Lyft e centenas de start-ups. Mas ir para o trabalho a “conduzir” o seu carro enquanto se dormita ou se lê o jornal continua a não passar de um sonho. Não obstante, esta tecnologia em constante evolução está a aproximar-se do nível de desenvolvimento necessário, refere Sam Abuelsamid, analista industrial na Navigant Research.

    Possuímos um bom conhecimento dos princípios fundamentais que permitem a um veículo deslocar-se sem motorista num dado ambiente.

    Porém, dotar um carro de um sistema que lhe permita circular sozinho num cenário urbano caótico é uma história completamente diferente.

    Neste momento, estamos a passar da fase de I&D para a fase de produção, mas a indústria automóvel é altamente regulamentada e um erro pode ser fatal.

    Sobrecarga sensorial

    Courtesy of VayaVision

    Para levar avante a revolução da condução autónoma, os automóveis deverão aperfeiçoar os seus sentidos… ou melhor, sensores. Cada tipo de dispositivo integrado a bordo tem os seus pontos fortes e fracos. As câmaras são muito eficazes a distinguir objetos, ao passo que o radar efetua uma boa medição das distâncias mas devolve imagens mais abstratas. A tecnologia LiDAR, que utiliza lasers para gerar imagens 3D do mundo em redor, situa-se entre aquelas duas. Para Abuelsamid,

    O principal desafio consiste em desenvolver sensores capazes de levar em consideração todo o tipo de ambientes e de suportar vibrações, interferências eletromagnéticas e condições meteorológicas como chuva, neve, vento e temperaturas extremas. Construir sensores que resistam a uma utilização quotidiana e frequentemente severa é bastante complicado.

    A boa notícia é que o preço das câmaras está a baixar e a sua resolução e alcance dinâmico a aumentar, tornando possível equipar os veículos com um maior número de câmaras.

    Focando o LiDAR

    A tecnologia LiDAR, pelo contrário, não está pronta para a comercialização em massa. Um LiDAR de topo de gama pode atingir preços proibitivos na ordem dos $70.000. A VayaVision está a tentar encontrar uma solução. A start-up israelita propõe um LiDAR com resolução aumentada para Ultra HD e cujo custo não ultrapassa umas meras centenas de dólares. Esta versão, em vez de oferecer uma visão panorâmica de 360º, foca apenas algumas zonas específicas. Doron Elinav, Diretor de Gestão de Produtos e Marketing, explica:

    Nós, humanos, não vemos tudo o que se encontra no nosso campo de visão em “resolução máxima”. Pelo canto do olho, a nossa perceção limita-se praticamente à deteção de movimento. No entanto, a partir dessa informação, o nosso cérebro consegue construir um modelo do mundo que nos rodeia. Da mesma forma, o nosso LiDAR identifica as zonas de risco sobre as quais não tem informação completa e avalia unicamente essas zonas.

    Em conjunto com um algoritmo patenteado, esta tecnologia é capaz de construir um modelo 3D do ambiente em redor com base nos dados brutos captados por apenas alguns sensores.

    Esta abordagem é crucial para concretizar a revolução da condução autónoma.

    Para além do GPS

    Courtesy of DeepMap

    Os sensores permitem aos carros “ver” o mundo em volta, mas não dispensam o uso de mapas, que continuam a ser necessários para a orientação e circulação destes veículos no mundo real. Até à data, o GPS tem estado na base da condução autónoma, todavia, este sistema não é suficientemente preciso nem fiável para uma comercialização em massa, uma vez que os sinais de satélite podem ser afetados pela presença de edifícios altos, por exemplo. A DeepMap, entre outras empresas, está a trabalhar no desenvolvimento de uma nova geração de mapas, em que se recorre aos sensores da viatura para gerar um mapa 3D, o qual inclui edifícios, semáforos e sinais de trânsito. James Gowers, Vice-Presidente do Departamento de Estratégia e Desenvolvimento, explica:

    O sistema robótico tem de conhecer as características da estrada e as regras de trânsito, como a existência de bermas e separadores, o limite de velocidade e as regras de cedência de passagem. Sem isso, não passará de uma bonita imagem.

    O sistema DeepMap gera um mapa dinâmico que é constantemente atualizado com base em dados provenientes de outros veículos autónomos, o que poderá acelerar o tempo de reação da viatura.

    O mapa deixa de ser estático para se tornar um organismo vivo.

    Veículos autónomos para 2021?

    Por muito promissor que pareça, Elinav considera que é cedo de mais para se saber se os veículos autónomos vão realmente revolucionar os transportes:

    O que conta não é o aspeto mediático, mas sim o volume de I&D e de investimento. Há cinco anos, não eram muitas as empresas e os investigadores que se dedicavam à procura de soluções. Contudo, a rápida expansão desta área nos últimos anos é sinal de que o mercado está em fase de maturação.

    Ainda assim, talvez nunca venhamos a ter nas mãos a chave do nosso próprio carro autónomo. Segundo Abuelsamid, da Navigant, os primeiros veículos autónomos a surgir serão provavelmente autocarros e viaturas destinadas ao serviço de partilha de viagens, em parte devido ao elevado custo desta tecnologia. Além disso, um autocarro que segue um percurso pré-definido numa faixa própria também representa um grau menor de complexidade. Segundo as declarações de Sergey Brin em 2012, deveríamos ver carros autónomos a circular nas estradas num espaço de cinco anos. A mesma previsão que Elon Musk faz em 2014! Parece que os veículos autónomos estão sempre a cinco anos de se tornar uma realidade… Mas o otimismo de Silicon Valley não é caso único. Grandes fabricantes de automóveis como a Ford e a BMW já anunciaram o lançamento de veículos autónomos até 2021. Nessa perspetiva, Abuelsamid acrescenta: “Penso que a comercialização de viaturas com autonomia de nível 4 terá início daqui a três ou quatro anos.”

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